Irmã Dulce não será a primeira santa brasileira

Beata Irmã Dulce, em breve Santa Dulce dos Pobres, sempre amada e venerada em todo o Brasil, não será a primeira mulher brasileira canonizada. Esse primado ocorreu com a canonização dos Beatos mártires do Rio Grande do Norte em 2017. São 5 brasileiras entre os 30 canonizados, sendo uma delas assassinada com apenas 2 meses de vida.

O erro de informação foi cometido por vários meios jornalísticos, nacionais e internacionais, incluindo o Vatican News, mas a Igreja oficialmente não o fez, a Arquidiocese de Salvador tem conhecimento de que Irmã Dulce não será a primeira santa brasileira e por isso em comunicado oficial apenas se referiu à ela como primeira santa brasileira de nossa época. A lista dos santos canonizados no dia 15 de outubro de 2017 traz as cinco primeiras santas brasileiras:

Do numeroso grupo de fiéis assassinados, conseguiu-se identificar com certeza apenas trinta. São eles: Pe. André de Soveral e Domingos Carvalho, mortos em Cunhaú; Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira, Antônio Vilela, o jovem, e sua filha, José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, João Lostão Navarro, Antônio Vilela Cid, Estêvão Macho de Miranda e duas filhas, Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, Antonio Baracho, João Martins e sete companheiros, Manuel Rodrigues Moura e sua esposa, uma filha de Francisco Dias, o jovem, mortos em Uruaçu.

Livrete da Celebração com rito de canonização – 15/10/2017

Do pouco que se sabe destas corajosas mulheres de fé, é importante destacar alguns pontos:

Da filha de Santo Antônio Vivela, o moço, não sabemos o nome, apenas que era criança pequena e a mataram sem dó, pegando-lhe em uma perna, e dando-lhe com a cabeça em um pau, e a fizeram em dois pedaços.

SALVADOR, M. C. O Valoroso Lucideno e Triunfo da  Liberdade, p. 153

Estêvão Machado de Miranda foi executado diante de uma filha de sete anos, que suplicava para que o pai fosse poupado. Depois que o mataram,  a filha cobriu-lhe o rosto com a saia, e pediu que lhe matassem também. De suas duas beatas filhas martirizadas não sabemos também o nome, somente que uma delas tinha cerca de dois meses.

PEREIRA, F. de Assis. Protomártires do Brasil, p. 60

Após ver a morte do marido, a esposa de Manuel Rodrigues Moura teve as pernas e braços arrancados e ainda demorou três dias para morrer agonizando ao lado do esposo

FREI RAFAEL DE JESUS, Castrioto Lusitano, p. 419

Da Santa filha de Francisco Dias, o Moço sabe-se somente que era criança, e cruelmente a partiram em duas partes com uma alfange. O nome de seu pai não foi proposto à Beatificação por não ser mencionado expressamente entre as vítimas, embora é provável que seja uma delas, pois aí estava a filha, que é mencionada indiretamente pelo seu nome.

MONTEIRO, Pe. Eymard L.E., Mártires de Cunhaú e Uruaçu, p. 89

Que possamos sempre nos lembrar destas santas, da jovem que pede para ser morta junto ao pai, do bebezinho que com apenas dois meses já sofreu com as perseguições, da esposa que permanece fiel à promessa matrimonial que junto do marido fica até o fim da vida terrena e das outras meninas torturadas e assassinadas. Recordemo-nos do que nos disse São João Paulo II sobre os mártires do RN:

O sangue de católicos indefesos, muitos deles anônimos, crianças, velhos e famílias inteiras servirá de estímulo para fortalecer a fé das novas gerações de brasileiros, lembrando sobretudo o valor da família como autêntica e insubstituível formadora da fé e geradora de valores morais.

Protomártires do Rio Grande do Norte, rogai por nós!

Dr. h. c. Rogelho Aparecido Fernandes Junior

Ato de Consagração Pessoal ao Sacratíssimo Coração de Jesus

Eu, (seu nome), vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, minhas penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar!

Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único Bem do meu amor, Protetor da minha vida, Segurança da minha salvação, Remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, Reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu Amparo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de Bondade, a minha Justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa Cólera.

Ó Coração de Amor, deposito em Vós toda a minha confiança, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa Bondade. Extingui em mim tudo o que possa vos desagradar ou que se oponha à vossa Vontade.

Seja o vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu vos esquecer nem me separar de Vós. Suplico-vos que o meu nome seja escrito no vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso servo. Amém.

Santa Margarida Maria Alacoque

Ato de Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus

SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes à Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, viemos hoje proclamar vossa Realeza absoluta sobre a nossa família.

Queremos, de agora em diante, viver a vossa Vida; queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.
Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes. 

Reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo Amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja Chama manteremos pela recepção frequente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.

Se alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de vos ofender, lembrai-vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

Quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos Desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa Glória e os vossos benefícios.

Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José, apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!

Texto aprovado por São Pio X em 1908