Ato de Consagração Pessoal ao Sacratíssimo Coração de Jesus

Eu, (seu nome), vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, minhas penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar!

Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único Bem do meu amor, Protetor da minha vida, Segurança da minha salvação, Remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, Reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu Amparo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de Bondade, a minha Justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa Cólera.

Ó Coração de Amor, deposito em Vós toda a minha confiança, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa Bondade. Extingui em mim tudo o que possa vos desagradar ou que se oponha à vossa Vontade.

Seja o vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu vos esquecer nem me separar de Vós. Suplico-vos que o meu nome seja escrito no vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso servo. Amém.

Santa Margarida Maria Alacoque

O Valor da Oração

No Evangelho lemos esta promessa do Senhor em verdade vos digo, se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vos dará. Funda-se na confiança em Deus o valor da oração. O Mestre exige de seus discípulos esta confiança. Não é uma repreensão que faz, mas uma lição que dá. Todos temos agora um poderoso advogado junto de Deus, de agora por diante é Ele que apresentará ao Pai Celeste os nossos pedidos. É nosso Medianeiro, os méritos de sua paixão constituem o sucesso de nossas orações.

Para nos mostrar a necessidade da oração, Jesus deu o exemplo, antes de mais nada. Em toda sua vida praticou a oração. Depois das excursões missionárias, passava a maior parte da noite rezando. Dirigia-se ao Pai nos momentos solenes da vida. Antes da paixão, em fervente prece, entregou a Deus a sorte de seus discípulos. No Jardim das Oliveiras sua prece foi tão impetuosa que se misturou com sangue o seu suor. Naquelas horas de sofrimentos, procurava, através da oração, o consolo de Deus. Já pregado na cruz orou ainda pedindo aos Céus o perdão para aqueles que O crucificavam.

Além de rezar, Cristo fez de sua vida apostolar escola de oração. Ensinou a rezar. De seus lábios divinos aprenderam os apóstolos o PAI NOSSO – maravilhoso compêndio de todas as aspirações humanas, síntese das relações entre Deus e a alma humana. É a oração que na sua simplicidade eleva-se acima de todas. É divina e humana – adverte um comentarista. Jesus a tirou de seu coração de Deus e de homem. Cada uma de suas palavras passou pelos seus lábios e ficou gravada no coração dos apóstolos. Na escola de Jesus, temos que aprender a rezar, temos que amar a oração. Assim como a atmosfera envolve a Terra, assim a oração abraça a humanidade no seu caminho para Deus.

Dr. h. c. Rogelho Aparecido Fernandes Junior

Pode cantar-se o Pai nosso?

Sim, a Instrução Musicam Sacram diz o seguinte no nº 5: «A ação litúrgica reveste-se de maior nobreza quando é celebrada com canto: cada um dos ministros desempenha a sua função própria e o povo participa nela. (…) Os pastores de almas, portanto, hão-de esforçar-se por conseguir esta forma de celebração. (…)».

Continuando, diz no nº 7: «Entre a forma solene e mais plena das celebrações litúrgicas (…) e a forma mais simples (..) pode haver vários graus, conforme o canto tenha maior ou menor lugar. Todavia, na escolha das partes que se devem cantar, começar-se-á por aquelas que por sua natureza são de importância maior (…)».

E os números 28 e 29 da referida Instrução propõe três graus de participação «para que se torne mais fácil (…) melhorar a celebração da Missa por meio do canto». Entre os elementos que integram o primeiro grau estão: «as saudações do presidente com a as respostas do povo, (…) o prefácio com os respectivos diálogos e o Sanctus, a oração do Senhor – Pai nosso – (…). O segundo grau (inclui os cantos do Ordinário da Missa: glória, credo …) e terceiro grau (Cânticos de Entrada e Comunhão) nunca deveriam usar-se «senão unidos com o primeiro grau».

Infelizmente, as circunstâncias locais nem sempre permitem esta concretização, mas quando há canto na celebração da Missa, o Pai nosso deveria ser sempre cantado. 

Pe. António Júlio da Silva Cartageno Doutor em Música Sacra

Posso rezar o Terço diante do Santíssimo Sacramento exposto?

Existem muitos documentos que falam sobre o assunto, vejamos a carta da Congregação para o Culto Divino com data de 15 de Janeiro de 1997, onde podem ler-se, entre outras, as seguintes afirmações:

1) Seria inaceitável proibir ou dificultar a oração do terço diante do Santíssimo exposto, sempre que se lhe der o sentido cristológico que lhe é próprio, em clima de meditação e adoração que leve os fiéis a adquirir maior estima pelo mistério eucarístico;

2) Não é sequer bom dificultar uma prática de piedade tão querida dos fiéis. Deve é fazer-se o possível, através dela, para os ajudar a conhecer melhor o sentido da Exposição do Santíssimo, e a beleza da própria recitação do Rosário;

3) Os sacerdotes devem atuar, nesta matéria, com grande delicadeza e respeito pela fé dos cristãos mais simples, evitando atitudes que eles não compreenderiam. 

Quererão tais afirmações dizer que tudo é lícito na relação entre oração do Rosário (Terço) e a exposição do Santíssimo? De modo nenhum, pois também se diz, textualmente, na referida Carta: 

Não se deve expor a Eucaristia só para recitar o Rosário (Terço), mas entre as orações que podem fazer-se diante da Eucaristia exposta, pode incluir-se certamente a recitação do Santo Rosário (Terço), sublinhando-se os seus aspectos cristológicos com leituras bíblicas relativas aos mistérios, e deixando espaços para a meditação silenciosa e adorante dos mesmos.

Dito por outras palavras: não se deve expor o Santíssimo para rezar o Terço diante do Senhor exposto, e acabado o Terço recolher o Santíssimo e fechar o sacrário. Isso seria uma espécie de brincadeira com o Senhor, como que a convidá-l’O a ver-nos rezar. Ele não precisa de nos ver rezar. Nós é que podemos, enquanto rezamos, olhar para Ele e adorá-l’O. Mas se o Santíssimo estiver exposto, além de outras orações, podemos também rezar o Terço (que é uma oração cristológica e marial), enriquecendo-o, tanto quanto possível, com leituras bíblicas e tempos de silêncio e adoração. 

É nessa mesma linha de pensamento e doutrina que se insere a Instrução Redemptionis Sacramentum, quando diz no n. 137: 

A exposição da Santíssimo Eucaristia realize-se sempre segundo as prescrições dos livros litúrgicos. Diante do Santíssimo Sacramento conservado ou exposto não se exclua também a oração do Rosário, admirável “na sua simplicidade e elevação”. Entretanto, sobretudo quando se faz a exposição, dê-se destaque à índole desta oração enquanto contemplação dos mistérios da vida de Cristo Redentor e do desígnio de salvação do Pai onipotente, utilizando especialmente leituras tomadas da Sagrada Escritura

Secretariado Nacional de Liturgia

Ato de Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus

SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes à Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, viemos hoje proclamar vossa Realeza absoluta sobre a nossa família.

Queremos, de agora em diante, viver a vossa Vida; queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.
Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes. 

Reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo Amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja Chama manteremos pela recepção frequente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.

Se alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de vos ofender, lembrai-vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

Quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos Desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa Glória e os vossos benefícios.

Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José, apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!

Texto aprovado por São Pio X em 1908